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domingo, 6 de maio de 2012

Dez-a-bafo (5)


A vida não vem com um manual onde você possa consultar quando aparecem coisas inesperadas... Estou atravessando um caminho longo, uma jornada que tem muitas paradas e um destino incerto (tudo indo, só não se sabe para onde)...
Aprendemos com os erros, com o que perdemos, com o que nos é negado, já as coisas boas simplesmente vivenciamos. Mais ou menos como num jogo de videogame, existe a euforia de começar uma nova fase, no início os desafios e objetivos são fáceis de lidar, engraçados até. Porém, conforme o jogo avança, não há mais divertimento gratuito, ele é mesclado com a ansiedade de superar um desafio, vencer a fase. Às vezes ficam-se horas, dias até, na mesma fase, tentando passar pelos oponentes, tentando superar um obstáculo.  Chega a ser frustrante enquanto não se consegue, chega a dar raiva do jogo, uma sensação de “desprezo” toma conta e você até pensa em abandoná-lo, mas o desafio de conquista fala mais alto e você insiste, não percebendo que todas as tentativas frustradas te ensinam a não cometer o mesmo erro durante o jogo, não ir pelo caminho onde não vai ter saída ou será mais complicado. E então, depois de muitas tentativas, erros, frustrações e raivas, num belo momento você passa a fase. E esse momento é de “alívio”, um sentimento de euforia toma conta, mostrando que és capaz de absorver os erros e transformá-los em aprendizado para seguir adiante. Tudo lhe prepara para a próxima fase, o jogo continua e os desafios surgem, alguns se repetem, alguns são “complicadamente novos” e toda a euforia que sentias ao atravessar a fase vem por terra na hora em que entras em outra fase...

Assim como num jogo de vídeo game, a vida nos ensina através dos erros, das perdas, dos dias complicados e das noites sem dormir (com a única diferença de que você não consegue dar “restart” na vida). Mas as fases sempre passam e são mescladas com momentos de euforia e alegrias, não percebemos que tudo nos prepara para os próximos momentos, para as próximas fases. Os momentos bons servem para serem desfrutados, compartilhados, espalhados, é algo “macro”, por isso os vivenciamos intensamente. Já as fases ruins servem para serem absorvidas, servem para reflexões, para nos ensinar, para nos moldar, para nos fazer olhar algo com outros olhos, é algo “micro”, introspecção... E tudo nos ajuda na caminhada. E claro, precisamos também contar com a sorte, não se passa de uma fase para outra sem a sorte (tanto em vídeo games quanto na vida)...

“Nada dura para sempre, porém tudo pode ser eterno... depende da forma que você vê”... 
Willian A. Provezi

“Com a vitória você segue adiante, com a derrota você cresce” Willian A. Provezi

“... foi o fim de uma viagem e o guia estava errado...”  e  “pra quem quer saber porque ganha e porque perde, esqueci de mencionar mais uma dificuldade: ao contrário dos esportes, na vida nem sempre é fácil distinguir as vitória das derrotas” HGessinger sempre presente...

Fanática Indecisão em seguir adiante...

Willian A. Provezi

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Caminhos

Tá, eu sei, relaxei de novo com o fanática, não é intencional ou para gerar suspense… Simplesmente é uma combinação exata entre falta de conteúdo/falta de inspiração/falta de tempo/excesso de informação e afins (tá, tenho de virar o disco que isso já está meio “batido”).
Quando me perguntam “como estou” eu digo: indo, só não se sabe prá onde! Sim, continuo indo e sim, não sei prá onde… tanto faz o sentido que você dê a essa frase, no fim das contas ninguém sabe para onde está indo… Há algum tempo atrás escrevi para uma amiga uma frase que era mais ou menos assim: “o que seria da vida sem um desafio?!? sei que é clichê isso mas também é uma verdade, as coisas não vem de graça (mas podiam ser menos complicadas)...”

Na imensa sabedoria popular, há um ditado que diz: “às vezes é preciso dar um passo para trás para poder dar dois para frente”, estou aprendendo a dar um passo de cada vez... O fascinante da vida são as inúmeras possibilidades que existem em cada esquina ou curva do caminho.

Citando Gessinger (básico) “há mais de mil destinos em cada esquina...” e isso é algo que estou começando a compreender (sim eu já sabia, mas, saber não é compreender). “Velhos fantasmas” retornam, certos “medos” se insinuam no meu cotidiano e fico sem saber ao certo como caminhar. Parece que “forças ocultas tomam de assalto” empurrando ao desconhecido, a indecisão. Não sou bom com charadas e, por isso, não entendo a vida.

Talvez eu esteja exigindo demais ou talvez não esteja exigindo o suficiente. A coisa toda se confunde e você nunca sabe ao certo se está sendo testado, se esta no caminho errado ou se está fazendo tempestade à toa.

Só sei que nada sei...
…