sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Então, 31...

Neste ano não vou  me estender em reflexões e nem falar em nostalgia, contemplações já fazem parte do meu cotidiano... Simplesmente tomarei a liberdade de fazer minhas as palavras do HGessinger:

“Que susto eu levei quando olhei no espelho, CARALHO como estou ficando velho! Ainda bem que tú estás comigo! ... Que pena ter que ter só dez mil anos, cara falta tempo sobram planos...  já não sei mais nada que eu sabia..."


"Sei que parecem idiotas as rotas que eu traço, mas tento traçá-las eu mesmo..."
HGessinger como sempre, presente...

Surpresas: Livro do HG, palheta, capa de guitarra e outros mimos! Incentivos...
Obrigado minha linda Elo!  =]

Ah! E parabéns prá mim!
=D

Willian A. Provezi


sexta-feira, 19 de julho de 2013

Pálido Ponto Azul

Pálido Ponto Azul é uma fotografia icônica tirada pela sonda Voyager 1 em 14 de fevereiro de 1990. 

Ao passar por Saturno foi enviado um comando a sonda para que a mesma se voltasse em direção a região onde deveria estar nosso planeta e fotografasse. A foto é linda, perturbadora, reveladora, extasiante. Inspirado nela, Carl Sagan escreveu o livro “Pálido Ponto Azul” e parte dele está no ótimo vídeo abaixo.



“Conheci” Carl Sagan através da fantástica Série Cosmos, passava horas assistindo e me maravilhando com todo o conhecimento existente e frustrando-me com toda a falta de conhecimento existente, como diria René Descartes "daria tudo o que sei pela metade do que ignoro". Carl Sagan deixou um legado esplêndido e inspirou a muitos (inclusive eu) a buscar o conhecimento ao invés de aceitar explicações prontas. Para saber mais sobre Carl Sagan, sua vida e obra, vá na Wikipedia.


Quanto  a Voyager 1, hoje ela navega pelo Universo e continua ainda nos enviando dados interessantes.


“...prá entender basta 600 anos de estudo ou 6 segundos de atenção...”  HGessinger

Willian A. Provezi


...

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Vamos ao protesto

Nos últimos dias nosso país foi tomado por uma onda de protestos (nenhuma novidade) que começou por um movimento de esquerda ligado à esquerda (óbvio) e outros movimentos radicais. O movimento se proclama “apartidário, mas não antipartidário” e tem como objetivo a causa do passe livre/gratuito como forma de inclusão social e até como gerador de mudanças (não são palavras minhas, são palavras deles).



Pois bem, estive ontem na manifestação que ocorreu em Blumenau, tudo muito “correto”, sem atos de vandalismo e muita, muita gente.  Num primeiro momento, foi uma manifestação organizada e orquestrada pela vertente do movimento local, mas que, a exemplo do que acontece no restante do país, reuniu muitas outras causas. Havia de tudo, desde cartazes bem humorados, faixas falando da esfera federal e também do municipal. Mas senti uma estranheza, na real, era visível: a falta de bandeiras de partidos/movimentos políticos. Por incrível que pareça, o movimento originado pela esquerda com atos questionáveis de vandalismo (e atos grotescos de uma polícia despreparada ou, talvez, orientada para aquilo), culminou em quase uma revolta popular. Mas não é uma revolta familiar para a esquerda, com confrontos contra um exército e seu sistema opressor, ou contra um presidente que “roubou a poupança” ou ainda, contra o FMI. A revolta é contra um sistema corrupto que hoje é orquestrado pela mesma “esquerda” (vai, uma “pseudo-esquerda”). Esquerda essa que, para os desavisados, já se perpetua há 10 anos no poder (tempo suficiente prá mostrar a que veio, não acham?). 

Hoje, tentando entender um pouco mais do que está acontecendo, percebi que a esquerda está “amuada”, não é o jogo dela esse movimento. Percebi através de sites, colunas, blogs e perfis de esquerda, certo tom de “desprezo” pelos manifestos ocorridos em Blumenau e no restante do país. Hoje o movimento que originou tudo abriu mão da manifestação se dizendo contrário a magnitude que o protesto alcançou (e também o fato de manifestantes partidários de esquerda terem sido rechaçados do movimento). Não sou de esquerda (acho que já ficou claro) e não sou de direita (na real, acho esses termos ultrapassados nos dias atuais), sou contra qualquer governo que explore seu povo. Não sou a favor sequer da saída do governo vigente (a menos que algo grave aconteça/seja descoberto), todos foram eleitos democraticamente e é assim que tem de ser. Sou a favor de reformas políticas e não a "troca" de políticos. E também não me interessa passar por momentos de incerteza e instabilidade política/econômica só porque resolvemos depor um presidente (acredite, não há muitas boas opções hoje). Sou sim a favor de uma mudança consistente, que nossos governantes percebam que cansamos de falatórios, de promessas, de “faz de conta”, de auxílios-qualquer coisa, de roubos, desvios, falta de segurança, falta de hospitais, impostos abusivos (e sem retorno), leis absurdas, infraestrutura decadente, um povo iletrado e com uma educação inexistente (entre tantas outras coisas). Hoje nos cobram uma bandeira partidária (afinal, movimento nacionalista sem bandeira só pode significar “ditadura”), mas, não preciso ser religioso para ser contra as religiões e não me deixar iludir pelas falsas promessas. Está na hora de pararmos com essas ideologias comunistas/fascistas/socialistas//militaristas/etc, isso é coisa do século passado! 

Vivemos em um mundo dinâmico, com outros personagens atuantes e incorporados ao cotidiano (claro, é sempre bom ficar de olho em aproveitadores, afinal ninguém quer um golpe). O que precisamos é um governo sério e profissional (sim, profissional). Parar com essa demagogia política ligada a interesses "sociais" que levam mais dinheiro para um grupo seleto. Essa é a cara do país, os nossos jovens não pensam mais em “direita e esquerda”, não há mais lugar para certas ideologias. Precisamos aprender com o que a história nos mostra e aprender com os nossos recentes atos. Sou completamente contra a qualquer ato de vandalismo (nós pagamos a conta, certo?), mas quero um Brasil diferente para mim e para quem mais vier depois...


“... quem viver verá: a força bruta, a face oculta, num museu de cera...” 
 HGessinger como sempre, presente.

Willian A. Provezi

...

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Comunicativos ou retraídos? (2)

Fanática na ativa (ou quase!). Sim, um bom tempo sem postar e distante disso aqui... Mas sempre acabo voltando! =)  E dessa vez é para falar de algo viciante...


Ah, esses vícios que insistimos em alimentar! Há 3 (longíquos) anos, escrevi um post aqui no Fanática falando sobre o uso (já na época excessivo) de redes sociais. Na época, não tinha ainda um bom celular com facilidades, mordomias e todo tipo de vícios que os Apps proporcionam. Hoje, olhando em retrospectiva, percebi que mudei, já não sei mais sair de casa sem olhar o aplicativo que informa se há trânsito (ou blitz, como queira) pelo caminho. Já não dá mais prá ficar num barzinho sem tirar uma foto do prato e postar numa rede social que está interligada a outra e gera “likes” e “coments” (que são devidamente respondidos, gerando mais “coments”). Sem falar na “lista de presença” do lugar, o famoso “check-in” que fazes associado talvez a alguma foto ou marcando pessoas. Bem por isso percebo que me inseri em algo que tomou conta de quase todas as facetas de minha vida. E não se engane, também pode tomar da sua (sim, parece que sou um viciado falando sobre o uso de “dorgas”). A grande questão é que isso nos leva a perder momentos preciosos e únicos, onde a interação fica para segundo plano, importando mais a quantidade de curtidas, comentários, compartilhamentos que você recebe ao realizar qualquer coisa (uma bela massagem no ego, não?!)... E essa é a proposta do vídeo/ação abaixo, além de ser original, engraçada, ela também é muito reflexiva. 




Podemos olhar nos olhos uns dos outros ou podemos ficar nos olhando através de redes sociais. 
Ví enquanto passava pelo Portal Administradores.

Agora licença, deixa eu ir ver quem curtiu meu post no face...  ¬¬

...

Willian A. Provezi

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

2013


Alaska (Photo: @geology.com)
O ano novo chegou e trouxe junto inúmeras possibilidades (frase clichê prá dizer mais do mesmo)... É interessante notar a cada ano que passa como as coisas são “imutavelmente perecíveis”, há uma mistura entre dissolução e perenidade e uma linha muito tênue separa essas duas ações, costumo achar que tudo é diferentemente igual, mais ou menos como eu repetir numa nova postagem que “as vezes tudo muda e continua tudo no mesmo lugar” (básico HGessinger estar presente, tudo novo, de novo)...

Velhos questionamentos sempre me perseguem, novas conclusões me chegam a cada momento, velhas lembranças sempre vêm à tona, novos momentos se materializam em minha frente, velhos medos continuam comigo, novas atitudes me rodeiam a todo instante... A vida é feita disso, de momentos únicos, de pessoas novas, de antigas amizades e de experiências que chegam de todos os lugares e situações, tudo isso prá mostrar o quanto ainda preciso evoluir e aprender...
Às vezes penso que meu caminho (ou minha experiência, como queira) aqui é linear, indo de um ponto a outro e com várias paradas onde posso ver longe o que passou. Noutras acho que há voltas, círculos, onde às vezes pareço avançar só para chegar onde estive há pouco. Não sei ao certo onde isso tudo leva, mas sigo (tudo indo, só não se sabe prá onde...).

É duro notar o quanto você é falho e perceber que isso pode estragar muitas coisas boas, é duro aprender com erros, mas é preciso encarar isso de frente, perceber que não há certezas imutáveis ou verdades absolutas, aprender que não é possível agradar a todos e que nem sempre é possível agradar a si mesmo.


2013 está sendo quase um recomeço, onde optei em deixar muito do passado para trás mas também resgatei muito do passado para presente. Há novas oportunidades em cada momento, há outras situações que exigem minha atenção, há outros planos para serem concretizados. Parece-me as vezes que o presente nada mais é do que o passado remodelado com os desejos de um futuro melhor (diferentemente igual?).

Enquanto isso a vida segue, a cada dia você muda, a cada dia você cresce, a cada dia você continua sendo, você. A diferença está na forma como você enxerga e reage a tudo.

Willian A. Provezi
...