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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Comunicativos ou retraídos? (2)

Fanática na ativa (ou quase!). Sim, um bom tempo sem postar e distante disso aqui... Mas sempre acabo voltando! =)  E dessa vez é para falar de algo viciante...


Ah, esses vícios que insistimos em alimentar! Há 3 (longíquos) anos, escrevi um post aqui no Fanática falando sobre o uso (já na época excessivo) de redes sociais. Na época, não tinha ainda um bom celular com facilidades, mordomias e todo tipo de vícios que os Apps proporcionam. Hoje, olhando em retrospectiva, percebi que mudei, já não sei mais sair de casa sem olhar o aplicativo que informa se há trânsito (ou blitz, como queira) pelo caminho. Já não dá mais prá ficar num barzinho sem tirar uma foto do prato e postar numa rede social que está interligada a outra e gera “likes” e “coments” (que são devidamente respondidos, gerando mais “coments”). Sem falar na “lista de presença” do lugar, o famoso “check-in” que fazes associado talvez a alguma foto ou marcando pessoas. Bem por isso percebo que me inseri em algo que tomou conta de quase todas as facetas de minha vida. E não se engane, também pode tomar da sua (sim, parece que sou um viciado falando sobre o uso de “dorgas”). A grande questão é que isso nos leva a perder momentos preciosos e únicos, onde a interação fica para segundo plano, importando mais a quantidade de curtidas, comentários, compartilhamentos que você recebe ao realizar qualquer coisa (uma bela massagem no ego, não?!)... E essa é a proposta do vídeo/ação abaixo, além de ser original, engraçada, ela também é muito reflexiva. 




Podemos olhar nos olhos uns dos outros ou podemos ficar nos olhando através de redes sociais. 
Ví enquanto passava pelo Portal Administradores.

Agora licença, deixa eu ir ver quem curtiu meu post no face...  ¬¬

...

Willian A. Provezi

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

2013


Alaska (Photo: @geology.com)
O ano novo chegou e trouxe junto inúmeras possibilidades (frase clichê prá dizer mais do mesmo)... É interessante notar a cada ano que passa como as coisas são “imutavelmente perecíveis”, há uma mistura entre dissolução e perenidade e uma linha muito tênue separa essas duas ações, costumo achar que tudo é diferentemente igual, mais ou menos como eu repetir numa nova postagem que “as vezes tudo muda e continua tudo no mesmo lugar” (básico HGessinger estar presente, tudo novo, de novo)...

Velhos questionamentos sempre me perseguem, novas conclusões me chegam a cada momento, velhas lembranças sempre vêm à tona, novos momentos se materializam em minha frente, velhos medos continuam comigo, novas atitudes me rodeiam a todo instante... A vida é feita disso, de momentos únicos, de pessoas novas, de antigas amizades e de experiências que chegam de todos os lugares e situações, tudo isso prá mostrar o quanto ainda preciso evoluir e aprender...
Às vezes penso que meu caminho (ou minha experiência, como queira) aqui é linear, indo de um ponto a outro e com várias paradas onde posso ver longe o que passou. Noutras acho que há voltas, círculos, onde às vezes pareço avançar só para chegar onde estive há pouco. Não sei ao certo onde isso tudo leva, mas sigo (tudo indo, só não se sabe prá onde...).

É duro notar o quanto você é falho e perceber que isso pode estragar muitas coisas boas, é duro aprender com erros, mas é preciso encarar isso de frente, perceber que não há certezas imutáveis ou verdades absolutas, aprender que não é possível agradar a todos e que nem sempre é possível agradar a si mesmo.


2013 está sendo quase um recomeço, onde optei em deixar muito do passado para trás mas também resgatei muito do passado para presente. Há novas oportunidades em cada momento, há outras situações que exigem minha atenção, há outros planos para serem concretizados. Parece-me as vezes que o presente nada mais é do que o passado remodelado com os desejos de um futuro melhor (diferentemente igual?).

Enquanto isso a vida segue, a cada dia você muda, a cada dia você cresce, a cada dia você continua sendo, você. A diferença está na forma como você enxerga e reage a tudo.

Willian A. Provezi
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domingo, 23 de dezembro de 2012

Então, é Natal...


Então, passamos o ano inteiro repetindo “ah, chega Natal” e ele novamente chegou... O ano passou voando (me parece que cada vez mais ele passa rápido) e milhões de coisas aconteceram (tanto comigo, quanto com o mundo)... Natal é época de juntar a família, de rever pessoas e de comer muito. Hoje não tenho mais o mesmo sentimento pelo Natal como era na infância, onde ficava contando os dias para a data. Na real, hoje me parece um tanto “deslocado” o sentido da data, não acredito no “nascimento do menino Jesus” e muito menos no Papai Noel. Claro que é uma data onde todos ficam mais “receptivos”, mais “emotivos” e etc, porém a vejo como qualquer outra...
Aliás, aí vai um pouco de história:

Dia 25 de dezembro, data onde se comemora o Natal Cristão, é historicamente uma data tida como “pagã”, ou seja, não cristã... Principalmente nos países da Europa, a partir do dia 21 de dezembro, comemorava-se o solstício de inverno, ou o “(re)nascimento do Sol”, ou seja, quando a “Deusa” dá a luz ao seu filho, cuja vinda iria afastar as terras das “trevas do inverno”. Durante o festival eram feitas oferendas e celebrações em todas as aldeias/cidades do mundo conhecido, e rituais que simbolizavam a fecundidade e o nascimento daquele que traria luz ao mundo. Todo o evento é cercado por simbolismos, havia o hábito de enfeitar as casas com pinheiros e outras árvores, que tem a característica de se manterem verdes, simbolizando a continuidade da vida. Os “sinos” eram também colocados, pois simbolizavam a fertilidade feminina. O hábito da troca de presentes vem do Festival Saturnália, dedicado ao deus romano Saturno, onde todos podiam ser “generosamente iguais”. Somente no século 3 d.C., é que a igreja Católica, cansada de ver seus fiéis escapando  e aprontando todas nessa época, resolveu ligar a festa pagã ao nascimento de Jesus que, diga-se de passagem, ninguém sabe quando (e se) nasceu. A coisa é muito complexa e a história se mistura muito, para se ter uma ideia, os cristãos Ortodoxos adotam o calendário Juliano (que é a base do nosso Calendário Gregoriano) e comemoram o Natal (nascimento de Jesus) no dia 07 de janeiro.
Ok, gosto de história mas reconheço que não sou tão bom em contar ela, só quis mostrar um pouco do que é realmente essa data, vejo pessoas comemorando algo sem sequer saberem motivo/significado para tal....

But anyway, dia 24 de dezembro é também a comemoração do #Gessingerday, que nesse ano vai ter algo especial, 1berto Gessinger fazendo o que deve ser a última twitcam do ano. Começa as 24h do dia 23 ou 0h do dia 24, #tantofaz ... Vai ser ótimo!

Finalizando, gosto desse período de Natal/Fim de Ano justamente para fazer um balanço do que se passou (ok, vivo fazendo isso  ¬¬  ...).

O ano se encerra de uma forma muito diferente daquela que imaginei quando começou, algumas mudanças ocorreram ao longo do trajeto. Mudanças que me mostraram inúmeras coisas e trouxeram muitas experiências e lições.  Claro que não consegui agradar em todos os momentos, claro que frustrei em várias situações, claro que decepcionei em muitos aspectos, isso é algo básico (afinal, sou humano e errar faz parte disso). Fiquei “matutando” sobre e me veio isso:

“Crescer implica em cometer erros;
Amadurecer implica em aprender com os erros;
Sabedoria implica em perceber que os erros são vitais...” 

Mas quero acreditar houve muitas coisas legais, houve momentos bons e, por mais inusitado que pareça, esse ano me trouxe algo ótimo! Ótimo por que não substitui, ótimo por que é único, ótimo por que é imperfeitamente belo. Como diria Gessinger “há um tempo certo para tudo, para tudo uma razão...”.

Gostaria de desejar aos ocasionais leitores um ótimo Natal/Fim de Ano! Sim, amanhã será só mais um dia como tantos, mas é isso que torna tudo tão interessante... ou não?

Willian A. Provezi
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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Tempo (2)


Ultimamente venho pensando em muitas coisas, vários assuntos e ideias me surgem para “por no papel” e criar uma postagem. Porém há um tema recorrente e é algo que me faz quase enlouquecer ao me aprofundar. É sobre o Espaço/Cosmos/Universo. Sou apaixonado pelo Céu desde pequeno, sempre fiquei extasiado com o que acontecia numa noite estrelada e bem escura, dava para se ver muitas estrelas. É um espetáculo gigantesco e te faz pensar na sua insignificância frente ao tudo. Já falei anteriormente aqui no Fanática, mas sempre tive uma vontade de dedicar mais do que uma referência a esse assunto que acho espetacular...
Imagem feita pelo Telescópio Hubble onde pode-se ver inúmeras Galáxias. Fonte: Wikipédia
Acho fantástica a imensidão de tudo e no quanto o tempo/espaço é relativo. Vivemos aqui em nosso mundinho (que é maravilhoso, diga-se de passagem), com todas as nossas aspirações, alegrias, tristezas, preocupações, criações, enfim, todo o drama diário, sem perceber que isso é NADA em relação ao tudo, em relação ao Universo nós sequer vivemos no presente. Para se ter uma ideia, a luz do Sol demora em torno de 8 (oito) minutos para chegar até a Terra, isso quer dizer que, se acontecer qualquer coisa com o Sol (explodir, implodir, apagar, evaporar, derreter, whatever) só iremos saber daqui a oito minutos. O que para nós é futuro (daqui a oito minutos) para o Universo é passado (há oito minutos). Tudo o que vislumbramos numa noite de Céu estrelado pode não existir mais da forma como vemos, tudo o que vemos no Céu é o passado (sim, olhar estrelas é contemplar a história!). 

A estrela mais próxima de nós depois do Sol, chama-se Proxima Centauri e está a meros 4,22 anos-luz de nós (lembrando que a luz viaja a uma velocidade de aproximadamente 300.000 Km/s, isso mesmo, trezentos mil Kilômetros por segundo! Absurdamente rápido). Agora, pensa na distância absurda que é 4,22 anos-luz, é o tempo que a luz dessa estrela leva para chegar até nós. Sabe o que é melhor? A Galáxia mais próxima da nossa Via Láctea é a Andrômeda, a meros 2.900.000 anos-luz de nós (sem comentários)...
Proxima Centauri (o pontinho vermelho ao centro). Fonte: Nasa Images
Estima-se que existam na Via Láctea aproximadamente 100 bilhões de estrelas, cada estrela possui algum tipo de sistema ao seu redor, isso nos faz pensar na quantidade de planetas existentes (somente na Via Láctea). E existem bilhões de Galáxias...
Imagem fantástica em Infravermelho de Andrômeda. Fonte: Wikipédia  
É de se pensar no quanto somos insignificantes em relação ao Universo, todo nosso conhecimento, tecnologia, todas as disputas, as intrigas, mesquinharias, todos os dramas diários, os “medos”, tudo isso é nada. 

"Do nada para o nada" 

"... prá entender basta 600 anos de estudo ou 6 segundos de atenção..." HGessinger parafraseando Osho.

Gosto da ideia de que não estamos sozinhos (sequer entrei nesse assunto), que existem formas de vidas mais avançadas/evoluídas do que a nossa... Gostaria de estar vivo para ver tudo o que ainda nos aguarda, mas o tempo urge e meu relógio biológico é terráqueo, não Universal... 

Willian A. Provezi
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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

30


Então, trinta. 

Um número estranho e ao mesmo interessante. Três décadas de uma só existência, 30 anos são aproximadamente 913 meses ou 10958 dias, como diria Gessinger “... e eu, o que faço com esses números?”. Aliás, enquanto escrevo essas linhas ouço Engenheiros do Hawaii, uma banda que me acompanhou durante grande parte desses trinta anos e foi trilha sonora em muitos momentos desses meus 10958 dias.
Trinta anos remete a reflexão, é onde “misticamente” está inserido o Retorno de Saturno, período no qual você “revê” sua vida e busca acertar os pontos, os poréns (whatever), é uma idade onde você se afirma (ou não) como indivíduo. Reflexão é o que não me falta. Já escrevi que sou nostálgico, vivo pensando no que passou e no que vivi. A cada ano que passa venho acumulando histórias, venho acumulando pessoas, venho acumulando coisas. É interessante notar o quanto as coisas mudam, como as pessoas passam, como o tempo vai. Então o acúmulo é na verdade de lembranças...

Ao longo desses trinta anos muitas coisas aconteceram ¬¬ (claro!). Quando pequeno, sonhava em praticar karatê (mesmo sem saber ao certo como seria) e descobri que isso faz parte de mim, me identifico demais com toda a filosofia por trás das técnicas. Cursei uma faculdade que nunca havia me imaginado cursando (e hoje me identifico demais com a área), não aprendi a nadar e continuo com medo de lugares com água acima da cintura (eu e meus medos). Lí inúmeros livros, por conta disso ganhei até o apelido de “o homem da praça”, pois era prá lá que ia ler. Aliás, a praça continua fantástica e ainda a considero meu quarto fora de casa... Gostaria poder descrever tudo o que já tive de marcante, mas minha memória já não me ajuda mais.

O estranho é que não me sinto com trinta, sempre me senti bem mais novo do que realmente sou. Vejo pessoas da minha idade com filhos, “estabilidade” amorosa/financeira/familiar e não me identifico com elas, me identifico mais com pessoas de 18 ou 20, com sua “irresponsável maturidade” e sua vontade de mudar o mundo enquanto explora todos os seus cantos...

Fiz algumas dessas reflexões em outros aniversários (27 e 28) e, mesmo estando no passado, essas reflexões ainda me são bem atuais. Mantendo a tradição, continuo acordado na virada para o “meu dia”, revendo tudo o que passou, pesando todos os erros, buscando explicações para coisas inexplicáveis e tentando fugir de coisas que estão em mim. Ao mesmo tempo me vem um sorriso no rosto ao lembrar dos muitos momentos ótimos que tive, das pessoas fantásticas que caminharam/caminham um tempo ao meu lado (como não lembrar de você?), das descobertas simples que me deixaram extasiado, das coisas boas que já me aconteceram. É um momento de balanço individual onde preciso deixar certas coisas no passado, consertar o que estraguei e seguir adiante.

“... eu me sinto um estrangeiro, passageiro de algum trem que não passa por aqui...” HGessinger como sempre, presente...

“Por isso tento não pensar no tempo, pois isso me tira o pouco tempo que tenho” (preciso praticar isso, urgente!)  Willian A. Provezi


Não me sinto velho, não me sinto jovem, me sinto como se não tivesse vivido ainda tudo o que é possível viver...  ;)


Ah, quase ia esquecendo, parabéns prá mim!  

Willian A. Provezi
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domingo, 6 de maio de 2012

Dez-a-bafo (5)


A vida não vem com um manual onde você possa consultar quando aparecem coisas inesperadas... Estou atravessando um caminho longo, uma jornada que tem muitas paradas e um destino incerto (tudo indo, só não se sabe para onde)...
Aprendemos com os erros, com o que perdemos, com o que nos é negado, já as coisas boas simplesmente vivenciamos. Mais ou menos como num jogo de videogame, existe a euforia de começar uma nova fase, no início os desafios e objetivos são fáceis de lidar, engraçados até. Porém, conforme o jogo avança, não há mais divertimento gratuito, ele é mesclado com a ansiedade de superar um desafio, vencer a fase. Às vezes ficam-se horas, dias até, na mesma fase, tentando passar pelos oponentes, tentando superar um obstáculo.  Chega a ser frustrante enquanto não se consegue, chega a dar raiva do jogo, uma sensação de “desprezo” toma conta e você até pensa em abandoná-lo, mas o desafio de conquista fala mais alto e você insiste, não percebendo que todas as tentativas frustradas te ensinam a não cometer o mesmo erro durante o jogo, não ir pelo caminho onde não vai ter saída ou será mais complicado. E então, depois de muitas tentativas, erros, frustrações e raivas, num belo momento você passa a fase. E esse momento é de “alívio”, um sentimento de euforia toma conta, mostrando que és capaz de absorver os erros e transformá-los em aprendizado para seguir adiante. Tudo lhe prepara para a próxima fase, o jogo continua e os desafios surgem, alguns se repetem, alguns são “complicadamente novos” e toda a euforia que sentias ao atravessar a fase vem por terra na hora em que entras em outra fase...

Assim como num jogo de vídeo game, a vida nos ensina através dos erros, das perdas, dos dias complicados e das noites sem dormir (com a única diferença de que você não consegue dar “restart” na vida). Mas as fases sempre passam e são mescladas com momentos de euforia e alegrias, não percebemos que tudo nos prepara para os próximos momentos, para as próximas fases. Os momentos bons servem para serem desfrutados, compartilhados, espalhados, é algo “macro”, por isso os vivenciamos intensamente. Já as fases ruins servem para serem absorvidas, servem para reflexões, para nos ensinar, para nos moldar, para nos fazer olhar algo com outros olhos, é algo “micro”, introspecção... E tudo nos ajuda na caminhada. E claro, precisamos também contar com a sorte, não se passa de uma fase para outra sem a sorte (tanto em vídeo games quanto na vida)...

“Nada dura para sempre, porém tudo pode ser eterno... depende da forma que você vê”... 
Willian A. Provezi

“Com a vitória você segue adiante, com a derrota você cresce” Willian A. Provezi

“... foi o fim de uma viagem e o guia estava errado...”  e  “pra quem quer saber porque ganha e porque perde, esqueci de mencionar mais uma dificuldade: ao contrário dos esportes, na vida nem sempre é fácil distinguir as vitória das derrotas” HGessinger sempre presente...

Fanática Indecisão em seguir adiante...

Willian A. Provezi

domingo, 18 de março de 2012

Devaneio (14)

Vários em um...

"Só quem está perdido pode se encontrar", essa frase me surgiu num momento de reflexão há muito tempo atrás, o engraçado nela é que ela vem se “repetindo” constantemente em minha vida, quase uma rotina já...
Quando me perguntam “tudo bem?” eu digo: “tudo indo, só não se sabe prá onde”. Sim, continuo indo e sim, não sei prá onde… tanto faz o sentido que você dê a essa frase, no fim das contas ninguém sabe para onde está indo…

Lembrei-me de uma frase que lí num livro do Paulo Coelho há muito tempo atrás e que traduz um pouco desse meu momento: "Esperar é doloroso. Esquecer é doloroso. Mas não saber o que fazer é o pior tipo de sofrimento”.

“...fácil achar o caminho a seguir num mapa com lápis de cor...” HGessinger sempre presente...

"Se você não gosta do que faz, só existem duas alternativas: mudar de atividade ou mudar de sentimento...” Willian A. Provezi

Nem sempre as coisas são como a gente quer, acostume-se! Como se fosse fácil... ¬¬

Coerência “zero” no texto, mas faz um sentido enorme para mim...

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Willian A. Provezi

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

2011


Poucas vezes no ano você sai da sua rotina e muda seus comportamentos como no natal e fim de ano... Hora de rever a família, desejar felicidades aos amigos, fazer um “balanço” do ano que passou, comer muita besteira e, no meu caso, refletir... a reflexão é quase “palpável” em mim nessa época...
Ano passado fiz um texto falando quase a mesma coisa e, relendo ele, pude perceber o quanto as coisas passam rápidas em nossas vidas. Tanta coisa ocorreu de lá prá cá, tantas mudanças, tantos “não”, alguns “sim”, tantos imprevistos, tantas esperanças, sonhos, medos, desafios, enfim, tanto... Percebo que a cada ano as coisas passam mais rápidas, tudo parece mais intenso e, ao mesmo tempo, mais superficial. Você se vê dentro de rotinas que antes eram tidas como quase “impossíveis”, seus amigos casam e você acaba participando do momento, outros vão morar junto e você passa a visitá-los; ganhar um salário já não é suficiente, há outras coisas mais que você quer, há outros desejos, há outras metas… No fim das contas você vai aos poucos se tornando aquilo que “condenava” até pouco tempo atrás… “Só quem está perdido pode se encontrar”…

2010 foi um ano complicado que me trouxe muitas lições. Um ano onde aprendi que certas coisas precisam ser buscadas com afinco, que é preciso acreditar e lutar para se alcançar determinadas coisas. Foi um ano que trouxe de volta o Karatê prá minha vida, onde pude perceber o quanto isso me faz bem e me auxilia, tive de dar um tempo mas sei que estarei de volta no ano que vem. Vi uma grande amiga casar, algo que era “distante” acabou se realizando e tive o prazer de estar lá como padrinho para compartilhar a alegria do casal. Foi um ano onde reatei amizades que estavam abaladas e, mesmo sendo tudo diferente, certas coisas não mudam. Conheci pessoas legais e descobri que “pessoas são só pessoas tentando ser pessoas melhores”. E, também, foi um ano que me trouxe alguém especial, alguém que me faz sorrir, que me faz buscar sempre o melhor, que me ajuda, incentiva e proporciona momentos perfeitos. Sim, “estar apaixonado é uma forma de se ver no mundo” e meu belo vício sabe disso…

Então que venha 2011 com todos seus 365 dias de aprendizados, alegrias, conquistas, frustrações, sonhos, expectativas, enfim, de vida… Acredito que estarei por aqui com o Fanática, talvez um pouco mais presente, talvez não, “gosto de pensar que a maioria das certezas são ‘burras’ e que o inusitado é bem mais interessante do que é planejado...” …

Feliz Ano Novo a todos os ocasionais leitores!

Ah! Só prá não perder o costume:

“… e a certeza de que o último dia de dezembro é sempre igual ao primeiro de janeiro…” H. Gessinger sempre se fazendo presente.

Willian A. Provezi
…

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

28

Então, vinte e oito. Um número interessante… Há quatorze anos eu era só um “moleque” com muitas “certezas” e algumas dúvidas na cabeça… Acreditava que o mundo (e a vida) poderia ser “explicado” por uma simples crença religiosa onde tudo tem sua forma pré-determinada por um ser superior e “amável". Hoje, quatorze anos após, vejo que tenho muito mais dúvidas do que certezas. Vejo que o mundo, a vida e as pessoas, são mais complexas do que se acredita, percebo que existem milhões de possibilidades a cada início de dia…

Acabei de começar meu dia, mais um ano se foi e outro se abre a minha frente. Não sou o mesmo, mas continuo igual. Gosto de pensar sobre os acontecimentos do meu último ano, gosto de “ver” minha evolução/regressão, gosto de avaliar erros e acertos mas, sobretudo, gosto de lembrar das pessoas que estiveram por aqui… Pessoas que são tão importantes para mim, que me ajudam quando acho que estou sozinho, que incentivam quando acho que não tenho mais saída, que apóiam mesmo quando me isolo delas. Percebi algumas coisas sobre as pessoas e cada vez mais acredito que sou um felizardo…

“Pessoas são só pessoas tentando ser pessoas melhores”. Todos têm o direito (e às vezes o dever) de errar, todos são imperfeitos (por isso perseguimos a perfeição), todos tem a possibilidade de melhorar e, por isso, não existe quem possa julgar/condenar as ações de outros…

Às vezes parece que a vida gosta de me pregar piadas, principalmente piadas que não entendo. Parece que tudo conspira para dar errado, parece que perco meu “chão” e então, aparecem as pessoas. Pessoas que são amigas, tão importantes que é difícil explicar. Outras, ou melhor, “outra”, é um pouco mais “profunda”, de uma forma diferente da amizade. Ela me inspira a querer mais, a seguir adiante, a lutar por ideais, a perseguir sonhos… Sim, estar apaixonado é uma forma de se ver no mundo… É incrível a capacidade que uma pessoa tem de revolucionar sua vida, derrubar certos “pré-conceitos” e te inspirar o melhor… O tempo é relativo e uma questão de ponto de vista…

E, como estou me sentindo? Ah, ainda me sinto aquele mesmo “moleque” de 14 anos, mas com um pouco mais de bagagem nas costas e histórias prá contar. Sim, 14 anos a mais fazem muita diferença…

Então, parabéns prá mim… =P

domingo, 30 de maio de 2010

Medos...

Eu tenho medo de barulhos no escuro (já percebeu como tudo fica mais barulhento?);
Eu tenho medo de lugares com água acima da linha da cintura (não sei nadar...);
Eu tenho medo de ficar sem palavras justo quando eles se fizerem necessárias...
Eu tenho medo de uma 3ª guerra mundial (não é preciso muito para ela começar);
Eu tenho medo de perder meus pais (sei que eles vão, só não gosto da idéia...);
Eu tenho medo de ficar sem amigos (já tenho poucos);
Eu tenho medo de não saber expressar o que sinto (sou péssimo com gestos)...
Eu tenho medo de pessoas com medo (animais acuados tendem a tomar atitudes drásticas);
Eu tenho medo de ficar velho e senil (meio senil eu já tô, só falta o velho);
Eu tenho medo de não viver tempo suficiente prá ver meus netos crescerem (nem filhos fiz ainda);
Eu tenho medo de morrer (é tudo tão legal aqui, então porque temos de ir?);
Eu tenho medo de não encontrar minhas respostas (perguntas eu tenho, até demais...)
Eu tenho medo de desperdiçar tempo com coisas inúteis...
Eu tenho medo de ficar cego (adoro ver a beleza de tudo);
Eu tenho medo de ficar mudo (adoro falar);
Eu tenho medo de não conseguir um emprego bacana (tá complicado);
Eu tenho medo de não conseguir escrever um livro (simplesmente não sei como fazer);
Eu tenho medo de não aprender com meus erros...
Eu tenho medo de ficar sozinho...
Eu tenho medo de multidões...
Eu tenho medo de não viver tempo suficiente prá fazer tudo o que quero...
Eu tenho medo de descobrir que perdi tempo demais com meus medos...


Willian A. Provezi

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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2010

Mais um Ano Novo chegando... tá, eu sei, é só mais uma data, como diria Gessinger “...e a certeza de que o último dia de dezembro é sempre igual ao primeiro de janeiro...” ... Mas, é tempo de reflexão (adoro reflexões), tempo de fazer promessas (não é meu forte) e de correr atrás de sonhos...

Cara, 2009 foi um ano diferente (e qual ano não é?!?), um ano em que descobri ter muito para me orgulhar e muito mais para melhorar. Um ano onde (re)descobri que pessoas muito legais e interessantes moram longe; que pessoas interessantes do passado, continuam interessantes hoje; percebi que meus amigos podem ir para longe mas, mesmo estando tudo diferente, eles continuam por perto;

Foi um ano onde enfrentei certos “medos”, conheci muita gente (legais ou não), acreditei em sonhos, fui contratado (tava cansado das minhas férias forçadas), descobri “novidades musicais ultrapassadas”, li muitos livros e, criei um blog. Sim, o Fanática Indecisão é fruto de uma vida de fanáticas indecisões em 2009 e um conjunto de outras coisas de anos anteriores.

Enfim, um ano onde descobri que não sou mais o mesmo, mas que continuo igual... (entendeu? não?!? nem eu...)

Então, como Ano Novo é uma época de “renascer”, de criar, de arriscar, de viver, desejo aos ocasionais leitores, um 2010 cheio de realizações, desafios, conquistas alegrias e algumas derrotas (afinal, só se cresce perdendo algo)...

E, claro, o Fanática Indecisão estará na ativa em 2010, talvez não tão ativo ou talvez mais ativo ainda... sei lá...tô indeciso ainda...

Abraços

Willian A. Provezi

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domingo, 27 de dezembro de 2009

Reflexão (atrasada) de natal*



Ah, é natal! Época interessante e divertida. Tempo de desejar a felicidade alheia, de comprar presentes pra família, de cultivar a generosidade, de comer muita besteira e depois passar longe da balança.

Hoje vejo a data como outra qualquer, ou seja, é só mais um dia. Uma época que todo profissional de Marketing (como eu) adora, pois é a chance de trabalhar a imagem “generosa e simpática” da marca, alavancar vendas, “fazer” resultados e “atender os desejos e necessidades dos clientes”.

Porém, nos últimos anos venho revendo meus conceitos quanto ao natal (e outras datas), ao invés de ver somente uma época voltada para o consumismo desenfreado, com ideologias distorcidas, penso nele como uma época de rever certos atos, de melhorar certas questões, de reavaliar atitudes. Pelo fato de ser uma época em que todos estão agitados, eu me “fecho”, olho para dentro em busca das minhas “verdades questionáveis”.

Gostaria que as pessoas percebessem que a felicidade não pode ser comprada e entregue na forma de presente, que o “espírito natalino” deveria fazer parte de nosso cotidiano e não de nosso “fim de ano”.

Ah! Não esqueça que daqui a alguns dias teremos ano novo, época de fazer “promessas”. Você ainda lembra das que fez para 2009? Conseguiu cumprir alguma? Você é uma pessoa melhor depois de ter cumprido alguma promessa?

Bem, nada de pessimismos, 2010 está logo aí e promete muitas mudanças, desde as que podemos interferir, até as que não temos nenhum controle...

Então, desejo desde já aos ocasionais leitores um feliz 2010! Que possamos aprender mais, nos divertir mais, descobrir mais, destruir menos, poluir menos e, claro, viver intensamente cada momento/instante que são únicos e não voltam...

Abraços

Willian A. Provezi



*gostaria muito de ter postado antes, porém, estava sem acesso ao fanática (e a outros blogs) por uma falha generalizada de acesso... se der, talvez role mais uma postagem antes da virada...

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O Medo Global

Os que trabalham têm medo de perder o trabalho.

Os que não trabalham têm medo de nunca encontrarem trabalho.

Quem não têm medo da fome, têm medo da comida.

Os motoristas têm medo de caminhar e os pedestres têm medo de serem atropelados.

A democracia tem medo de lembrar e a linguagem tem medo de dizer.

Os civis têm medo dos militares, os militares têm medo da falta de armas, as armas têm medo da falta de guerras.

É o tempo do medo.

Medo da mulher da violência do homem e medo do homem da mulher sem medo.

Medo dos ladrões, medo da polícia.

Medo da porta sem fechaduras, do tempo sem relógio, da criança sem televisão, medo da noite sem comprimidos para dormir e medo do dia sem comprimidos para despertar.
Medo da multidão, medo da solidão, medo do que foi e do que pode ser, medo de morrer, medo de viver.

Eduardo Galeano em seu livro De Pernas Pro Ar – A Escola do Mundo ao Avesso