Vários em um...
"Só quem está perdido pode se encontrar", essa frase me surgiu num momento de reflexão há muito tempo atrás, o engraçado nela é que ela vem se “repetindo” constantemente em minha vida, quase uma rotina já...
Quando me perguntam “tudo bem?” eu digo: “tudo indo, só não se sabe prá onde”. Sim, continuo indo e sim, não sei prá onde… tanto faz o sentido que você dê a essa frase, no fim das contas ninguém sabe para onde está indo…
Lembrei-me de uma frase que lí num livro do Paulo Coelho há muito tempo atrás e que traduz um pouco desse meu momento: "Esperar é doloroso. Esquecer é doloroso. Mas não saber o que fazer é o pior tipo de sofrimento”.
“...fácil achar o caminho a seguir num mapa com lápis de cor...” HGessinger sempre presente...
"Se você não gosta do que faz, só existem duas alternativas: mudar de atividade ou mudar de sentimento...” Willian A. Provezi
Nem sempre as coisas são como a gente quer, acostume-se! Como se fosse fácil... ¬¬
Coerência “zero” no texto, mas faz um sentido enorme para mim...
...
Willian A. Provezi
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domingo, 18 de março de 2012
Devaneio (14)
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sexta-feira, 9 de julho de 2010
Caminhos
Tá, eu sei, relaxei de novo com o fanática, não é intencional ou para gerar suspense… Simplesmente é uma combinação exata entre falta de conteúdo/falta de inspiração/falta de tempo/excesso de informação e afins (tá, tenho de virar o disco que isso já está meio “batido”).
Quando me perguntam “como estou” eu digo: indo, só não se sabe prá onde! Sim, continuo indo e sim, não sei prá onde… tanto faz o sentido que você dê a essa frase, no fim das contas ninguém sabe para onde está indo… Há algum tempo atrás escrevi para uma amiga uma frase que era mais ou menos assim: “o que seria da vida sem um desafio?!? sei que é clichê isso mas também é uma verdade, as coisas não vem de graça (mas podiam ser menos complicadas)...”
Na imensa sabedoria popular, há um ditado que diz: “às vezes é preciso dar um passo para trás para poder dar dois para frente”, estou aprendendo a dar um passo de cada vez... O fascinante da vida são as inúmeras possibilidades que existem em cada esquina ou curva do caminho.
Citando Gessinger (básico) “há mais de mil destinos em cada esquina...” e isso é algo que estou começando a compreender (sim eu já sabia, mas, saber não é compreender). “Velhos fantasmas” retornam, certos “medos” se insinuam no meu cotidiano e fico sem saber ao certo como caminhar. Parece que “forças ocultas tomam de assalto” empurrando ao desconhecido, a indecisão. Não sou bom com charadas e, por isso, não entendo a vida.
Talvez eu esteja exigindo demais ou talvez não esteja exigindo o suficiente. A coisa toda se confunde e você nunca sabe ao certo se está sendo testado, se esta no caminho errado ou se está fazendo tempestade à toa.
Só sei que nada sei...
…
Na imensa sabedoria popular, há um ditado que diz: “às vezes é preciso dar um passo para trás para poder dar dois para frente”, estou aprendendo a dar um passo de cada vez... O fascinante da vida são as inúmeras possibilidades que existem em cada esquina ou curva do caminho.
Citando Gessinger (básico) “há mais de mil destinos em cada esquina...” e isso é algo que estou começando a compreender (sim eu já sabia, mas, saber não é compreender). “Velhos fantasmas” retornam, certos “medos” se insinuam no meu cotidiano e fico sem saber ao certo como caminhar. Parece que “forças ocultas tomam de assalto” empurrando ao desconhecido, a indecisão. Não sou bom com charadas e, por isso, não entendo a vida.
Talvez eu esteja exigindo demais ou talvez não esteja exigindo o suficiente. A coisa toda se confunde e você nunca sabe ao certo se está sendo testado, se esta no caminho errado ou se está fazendo tempestade à toa.
Só sei que nada sei...
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domingo, 30 de maio de 2010
Medos...
Eu tenho medo de barulhos no escuro (já percebeu como tudo fica mais barulhento?);
Eu tenho medo de lugares com água acima da linha da cintura (não sei nadar...);
Eu tenho medo de ficar sem palavras justo quando eles se fizerem necessárias...
Eu tenho medo de uma 3ª guerra mundial (não é preciso muito para ela começar);
Eu tenho medo de perder meus pais (sei que eles vão, só não gosto da idéia...);
Eu tenho medo de ficar sem amigos (já tenho poucos);
Eu tenho medo de não saber expressar o que sinto (sou péssimo com gestos)...
Eu tenho medo de pessoas com medo (animais acuados tendem a tomar atitudes drásticas);
Eu tenho medo de ficar velho e senil (meio senil eu já tô, só falta o velho);
Eu tenho medo de não viver tempo suficiente prá ver meus netos crescerem (nem filhos fiz ainda);
Eu tenho medo de morrer (é tudo tão legal aqui, então porque temos de ir?);
Eu tenho medo de não encontrar minhas respostas (perguntas eu tenho, até demais...)
Eu tenho medo de desperdiçar tempo com coisas inúteis...
Eu tenho medo de ficar cego (adoro ver a beleza de tudo);
Eu tenho medo de ficar mudo (adoro falar);
Eu tenho medo de não conseguir um emprego bacana (tá complicado);
Eu tenho medo de não conseguir escrever um livro (simplesmente não sei como fazer);
Eu tenho medo de não aprender com meus erros...
Eu tenho medo de ficar sozinho...
Eu tenho medo de multidões...
Eu tenho medo de não viver tempo suficiente prá fazer tudo o que quero...
Eu tenho medo de descobrir que perdi tempo demais com meus medos...
Willian A. Provezi
...
Eu tenho medo de lugares com água acima da linha da cintura (não sei nadar...);
Eu tenho medo de ficar sem palavras justo quando eles se fizerem necessárias...
Eu tenho medo de uma 3ª guerra mundial (não é preciso muito para ela começar);
Eu tenho medo de perder meus pais (sei que eles vão, só não gosto da idéia...);
Eu tenho medo de ficar sem amigos (já tenho poucos);
Eu tenho medo de não saber expressar o que sinto (sou péssimo com gestos)...
Eu tenho medo de pessoas com medo (animais acuados tendem a tomar atitudes drásticas);
Eu tenho medo de ficar velho e senil (meio senil eu já tô, só falta o velho);
Eu tenho medo de não viver tempo suficiente prá ver meus netos crescerem (nem filhos fiz ainda);
Eu tenho medo de morrer (é tudo tão legal aqui, então porque temos de ir?);
Eu tenho medo de não encontrar minhas respostas (perguntas eu tenho, até demais...)
Eu tenho medo de desperdiçar tempo com coisas inúteis...
Eu tenho medo de ficar cego (adoro ver a beleza de tudo);
Eu tenho medo de ficar mudo (adoro falar);
Eu tenho medo de não conseguir um emprego bacana (tá complicado);
Eu tenho medo de não conseguir escrever um livro (simplesmente não sei como fazer);
Eu tenho medo de não aprender com meus erros...
Eu tenho medo de ficar sozinho...
Eu tenho medo de multidões...
Eu tenho medo de não viver tempo suficiente prá fazer tudo o que quero...
Eu tenho medo de descobrir que perdi tempo demais com meus medos...
Willian A. Provezi
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segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Devaneio (7)
"Não são os que procuram a verdade que são perigosos, mas os que acham que a encontram".
Willy Ritschard
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quinta-feira, 14 de maio de 2009
Devaneio (2)
O ser humano sempre viveu uma busca “alucinada” para dar sentido a sua existência. Primeiro ele vivia “livre”, sem horários rígidos, era orientado pelo sol e pela lua, mas era alienado pela força, ou seja, era obrigado a servir os senhores, embora naquela época muitos vivessem nos campos e se alienavam através do dia-a-dia imutável, com a mesma rotina diária.
Com a revolução industrial, muitos camponeses abandonaram o campo e foram em busca de uma “promessa de vida melhor”, grande desilusão. As fábricas alienam mais do que o campo, criam horários rígidos, metas de produção, condições de trabalho humilhantes. Sem tempo para convívios social o descontentamento é ainda maior.
E hoje temos acesso a tudo, vivemos numa era “digitalizada”, aonde se chega a tudo e todos, em um mundo onde “ninguém é uma ilha”, mas estamos tão alienados como sempre estivemos. A tecnologia e a ciência não “cumpriram com sua palavra” quando prometeram o tão esperado “tempo para nós” conforme se avançasse o conhecimento.
Não é isentar a culpa de um lado e colocá-la no outro, há uma parcela de culpa em cada lado da questão, do alienante (sociedade, fábricas, instituições religiosas, instituições educacionais, mídia e afins) ao alienado. Mas acredito que o indivíduo nunca teve a capacidade de discernir direito o que lhe convém, a busca do “eu” nos leva a lugares que, às vezes, tornam-se angustiantes e sem uma “saída” aparente. Citando Viktor D. Salis “o homem moderno não sabe ociar. Se o deixamos sem ter o que fazer, ele se distrai com algo que o anestesie, ou fica numa angústia enorme”.
Não temos prazer em fazer as coisas porque não encontramos um sentido para elas, o trabalho por si só não aliena, a nossa condição, nosso estado psicológico é que favorece a alienação, mais ou menos como “mente vazia oficina do diabo”. Ouso dizer que, enquanto não alcançarmos um nível “intelectual” mais elevado, estaremos à mercê de todos os fatores que alienam, pois nossa busca eterna pelo “eu”, empurra-nos ao consumismo, à “escravidão” intelectual, ao aprisionamento racional. Impõe-nos que devemos trabalhar mais, nos mexer mais, sacrificar mais nossas famílias, amigos e qualquer tipo de relação pessoal em detrimento de uma busca para a solução do problema que nos envolve. Fazemos perguntas das quais não queremos saber as respostas. Estamos “fragilizados”, e isso é uma oportunidade enorme para ficarmos, cada vez mais, alienados.
Numa interpretação pessoal, a alienação nada mais é do que a falta de sentido para as coisas, ou seja, o individuo faz, mas não sabe por que faz e, no entanto, se angustia por estar nesse estado de “ignorância”.
O oráculo de Delfos já sentenciava: “Conheça-te a ti mesmo” e esse sempre foi o vinculo que falta ao ser humano, jamais seremos capazes de viver enquanto não aprendermos a estar vivos.
“Quem trabalha perde tempo precioso” (Domenico de Masi).
...
Com a revolução industrial, muitos camponeses abandonaram o campo e foram em busca de uma “promessa de vida melhor”, grande desilusão. As fábricas alienam mais do que o campo, criam horários rígidos, metas de produção, condições de trabalho humilhantes. Sem tempo para convívios social o descontentamento é ainda maior.
E hoje temos acesso a tudo, vivemos numa era “digitalizada”, aonde se chega a tudo e todos, em um mundo onde “ninguém é uma ilha”, mas estamos tão alienados como sempre estivemos. A tecnologia e a ciência não “cumpriram com sua palavra” quando prometeram o tão esperado “tempo para nós” conforme se avançasse o conhecimento.
Não é isentar a culpa de um lado e colocá-la no outro, há uma parcela de culpa em cada lado da questão, do alienante (sociedade, fábricas, instituições religiosas, instituições educacionais, mídia e afins) ao alienado. Mas acredito que o indivíduo nunca teve a capacidade de discernir direito o que lhe convém, a busca do “eu” nos leva a lugares que, às vezes, tornam-se angustiantes e sem uma “saída” aparente. Citando Viktor D. Salis “o homem moderno não sabe ociar. Se o deixamos sem ter o que fazer, ele se distrai com algo que o anestesie, ou fica numa angústia enorme”.
Não temos prazer em fazer as coisas porque não encontramos um sentido para elas, o trabalho por si só não aliena, a nossa condição, nosso estado psicológico é que favorece a alienação, mais ou menos como “mente vazia oficina do diabo”. Ouso dizer que, enquanto não alcançarmos um nível “intelectual” mais elevado, estaremos à mercê de todos os fatores que alienam, pois nossa busca eterna pelo “eu”, empurra-nos ao consumismo, à “escravidão” intelectual, ao aprisionamento racional. Impõe-nos que devemos trabalhar mais, nos mexer mais, sacrificar mais nossas famílias, amigos e qualquer tipo de relação pessoal em detrimento de uma busca para a solução do problema que nos envolve. Fazemos perguntas das quais não queremos saber as respostas. Estamos “fragilizados”, e isso é uma oportunidade enorme para ficarmos, cada vez mais, alienados.
Numa interpretação pessoal, a alienação nada mais é do que a falta de sentido para as coisas, ou seja, o individuo faz, mas não sabe por que faz e, no entanto, se angustia por estar nesse estado de “ignorância”.
O oráculo de Delfos já sentenciava: “Conheça-te a ti mesmo” e esse sempre foi o vinculo que falta ao ser humano, jamais seremos capazes de viver enquanto não aprendermos a estar vivos.
“Quem trabalha perde tempo precioso” (Domenico de Masi).
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