sábado, 12 de dezembro de 2009

Comércio de “Eus”

Por que fazemos tudo esperando algo em troca? De onde vem esse anseio de agradar e ser agradado? Somos comerciantes de nós mesmos, sempre buscando vantagens nas “trocas”. Trocamos de amigos, parceiros, sexo, empregos, cursos, sentimentos, idéias, desejos, e tudo mais... Somos interesseiros, sempre que algo não nos “encanta” mais ou satisfaça nossos desejos, nós descartamos e continuamos nosso ciclo em busca de novas vantagens. Tudo isso com o intuito de que? Jamais entenderei a raça humana (e conseqüentemente eu mesmo), fugimos de nós mesmos e ainda acreditamos que essa “fuga” é o caminho para o famoso “conheça a ti mesmo”. Utópico? Nonsense?
Não somos sinceros com ninguém, muito menos conosco. Iludimos a todos e a nós mesmos (somos mestres nessa arte), qual a finalidade disso? Fazemos perguntas das quais não queremos saber as respostas.

Talvez tenhamos medo de perceber o quanto somos insignificantes em nossa existência. Buscamos nos “vender” como indivíduos importantes, cruciais, únicos e fechamos os olhos para a realidade dura de nossa insignificância. Partimos do pressuposto de que o homem é um “ser iluminado”, dotado de “poderes” e assistido por “deuses” nesta vida cheia de tormentas (se acreditarmos que deuses existam, foram eles próprios que criaram os problemas para nós). Acreditamos na nossa superioridade dentro do planeta, a “classe dominante” e organizadora do mundo. Somos tão evoluídos, civilizados e racionais, que ainda matamos outros semelhantes por “divergências intelectuais/religiosas/políticas”, ainda matamos animais por esporte e, como se não bastasse as atrocidades, ainda destruímos nossa casa.


Queremos ser deuses sem saber o que fazer com nossa humanidade. Buscamos fora o que só podemos encontrar dentro de nós.

“Do nada para o nada”


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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

"dez-a-bafo" (3)

Às vezes queremos tanto algo (ou alguém) que "burlamos" certas etapas e estragamos assim todo o processo...

Como já dizia Paulo Coelho "quem só deseja demonstrar que está certo, termina por agir errado".

... Sou mestre em "auto-sabotagens"...

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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Sobre "muros e grades"

Sim, Fanática Indecisão na ativa! Depois de alguns entraves, falta de assunto, preguiça em escrever e falta de inspiração, resolvi me mexer (forçosamente) para comentar algumas coisas.

Nesse dia onde se comemora os 20 anos da queda do Muro de Berlim, fato histórico e significativo, cabe algumas reflexões. Lembro que, na minha infância, em aulas de história e geografia social, eu ficava abismado com a ignorância humana em construir um muro para dividir um mesmo povo e toda uma cultura. Com o tempo, fui adquirindo outros conhecimentos e vi o quanto estamos longe do ideal democrático.

Não é negar a importância política, social, histórica e simbólica da queda do muro.
O que vejo é um retrocesso em alguns países. Hoje não há “muros”, mas há fronteiras impostas (caso da grande maioria de países africanos) ou, ainda, divisores mais sutis, como acesso a água, a condições mínimas de sobrevivência ou terrorismo e perseguições fanático-religiosas. Em alguns lugares, há até o cúmulo retrocesso no tempo, caso de Israel e Egito que construíram muros para se separarem da faixa de Gaza. Claro que o conflito árabe-israelense e na faixa de Gaza, não é tão simples e muito menos recente, mas me preocupa o “esquecimento coletivo”, as pessoas parecem perder suas memórias e acabam se deixando levar por promessas ou ações duvidosas.
Em contrapartida, temos de prestar atenção a um conflito que se aproxima de forma inevitável: o controle da água e as mudanças climáticas. Vivemos numa “aldeia global” onde a árvore derrubada aqui gera os tufões na Ásia, não podemos mais fazer vista grossa aos acontecimentos e fingir que nossas ações não contam para a degradação mundial. Está na hora de revermos padrões de comportamento, de consumo e nossas visões de mundo. Já disse e repito: a terra não precisa de nós, mas nós necessitamos dela!

Eu cresci num lar evangélico e, embora hoje não tenha uma religião e seja contra a grande maioria de manifestações/seitas/cultos/credos, fico receoso com nosso futuro. O famoso Apocalipse bíblico tem tudo para se concretizar e, do jeito que vivemos, exploramos, manipulamos e destruímos, estamos nos apressando para cumprir palavras que considero meros devaneios. Será que estamos fadados a cometer os mesmo erros de nossos antepassados? Será que existe mesmo um destino? Será que as profecias se cumprirão?

“Quem viver verá...”

“Nas grandes cidades de um país tão irreal, os muros e as grades nos protegem de nosso próprio mal”

Engenheiros do Hawaii


Fontes das imagens:



http://pt.wikipedia.org/wiki/Cavaleiros_do_Apocalipse
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Devaneio (8)

“Não sou tão legal quanto pareço e nem tão mau quanto gostaria"

Willian A. Provezi (14/10/09)

domingo, 4 de outubro de 2009

27

Mais um ano que se passa, mais um para minha conta. Nos últimos 7 anos venho mantendo uma “tradição” particular: fico acordado na virada da noite (ou do dia, como queira), esperando os primeiros momentos do meu aniversário e do meu “novo” ano. É algo que me desperta sentimentos diversos e contraditórios...

O bacana disso é ficar ouvindo os sons da noite e lembrando de tudo que já me aconteceu... E aconteceu muita coisa! Tanto comigo quanto com os que me cercam e com o mundo... Já escrevi anteriormente que sou nostálgico, é algo inevitável, quase “genético”, porém, nesses minutos iniciais do “meu dia”, o passado retorna com força...

Erros que cometi, pessoas que encontrei, alegrias que vivenciei, amigos que perdi, brinquedos que ganhei, surras que apanhei, sorrisos que provoquei, suspiros que arranquei, foras que levei, medalhas que conquistei, socos que senti, conversas que dividi, lições que aprendi... Enfim, momentos que vivi...

Talvez, o verdadeiro aniversário acontece quando aprendemos algo, quando evoluímos como pessoa, quando conquistamos nossos objetivos, quando reconhecemos nossos erros ou aceitamos que temos medo de algo. Existe até um texto bem bacana que fala sobre isso, mas não lembro direito agora...

O que quero dizer é que não importa quantos anos você tem, o que importa, é o que fazes com esse “tempo” aqui... Só vivemos uma vida, pelo menos consciente, não importa qual seja sua fé, credo, religião, etc. Você só vive uma vida de cada vez, depois é depois. Então construa ótimas lembranças, viva como se só existisse o “hoje”, conheça pessoas, divida experiências, seja feliz!
Busco nessas palavras inspirar os ocasionais leitores, mas também, é quase um “mantra” prá mim, algo que repito interiormente para ter gravado e se tornar “automático”...

Para terminar, deixo uma frase fantástica que tirei de um obituário:

“Não importa se foram poucos ou muitos momentos, o que importa é se eles foram vividos”.

Ah! E parabéns pra mim!!!

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