sexta-feira, 31 de maio de 2013

Comunicativos ou retraídos? (2)

Fanática na ativa (ou quase!). Sim, um bom tempo sem postar e distante disso aqui... Mas sempre acabo voltando! =)  E dessa vez é para falar de algo viciante...


Ah, esses vícios que insistimos em alimentar! Há 3 (longíquos) anos, escrevi um post aqui no Fanática falando sobre o uso (já na época excessivo) de redes sociais. Na época, não tinha ainda um bom celular com facilidades, mordomias e todo tipo de vícios que os Apps proporcionam. Hoje, olhando em retrospectiva, percebi que mudei, já não sei mais sair de casa sem olhar o aplicativo que informa se há trânsito (ou blitz, como queira) pelo caminho. Já não dá mais prá ficar num barzinho sem tirar uma foto do prato e postar numa rede social que está interligada a outra e gera “likes” e “coments” (que são devidamente respondidos, gerando mais “coments”). Sem falar na “lista de presença” do lugar, o famoso “check-in” que fazes associado talvez a alguma foto ou marcando pessoas. Bem por isso percebo que me inseri em algo que tomou conta de quase todas as facetas de minha vida. E não se engane, também pode tomar da sua (sim, parece que sou um viciado falando sobre o uso de “dorgas”). A grande questão é que isso nos leva a perder momentos preciosos e únicos, onde a interação fica para segundo plano, importando mais a quantidade de curtidas, comentários, compartilhamentos que você recebe ao realizar qualquer coisa (uma bela massagem no ego, não?!)... E essa é a proposta do vídeo/ação abaixo, além de ser original, engraçada, ela também é muito reflexiva. 




Podemos olhar nos olhos uns dos outros ou podemos ficar nos olhando através de redes sociais. 
Ví enquanto passava pelo Portal Administradores.

Agora licença, deixa eu ir ver quem curtiu meu post no face...  ¬¬

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Willian A. Provezi

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

2013


Alaska (Photo: @geology.com)
O ano novo chegou e trouxe junto inúmeras possibilidades (frase clichê prá dizer mais do mesmo)... É interessante notar a cada ano que passa como as coisas são “imutavelmente perecíveis”, há uma mistura entre dissolução e perenidade e uma linha muito tênue separa essas duas ações, costumo achar que tudo é diferentemente igual, mais ou menos como eu repetir numa nova postagem que “as vezes tudo muda e continua tudo no mesmo lugar” (básico HGessinger estar presente, tudo novo, de novo)...

Velhos questionamentos sempre me perseguem, novas conclusões me chegam a cada momento, velhas lembranças sempre vêm à tona, novos momentos se materializam em minha frente, velhos medos continuam comigo, novas atitudes me rodeiam a todo instante... A vida é feita disso, de momentos únicos, de pessoas novas, de antigas amizades e de experiências que chegam de todos os lugares e situações, tudo isso prá mostrar o quanto ainda preciso evoluir e aprender...
Às vezes penso que meu caminho (ou minha experiência, como queira) aqui é linear, indo de um ponto a outro e com várias paradas onde posso ver longe o que passou. Noutras acho que há voltas, círculos, onde às vezes pareço avançar só para chegar onde estive há pouco. Não sei ao certo onde isso tudo leva, mas sigo (tudo indo, só não se sabe prá onde...).

É duro notar o quanto você é falho e perceber que isso pode estragar muitas coisas boas, é duro aprender com erros, mas é preciso encarar isso de frente, perceber que não há certezas imutáveis ou verdades absolutas, aprender que não é possível agradar a todos e que nem sempre é possível agradar a si mesmo.


2013 está sendo quase um recomeço, onde optei em deixar muito do passado para trás mas também resgatei muito do passado para presente. Há novas oportunidades em cada momento, há outras situações que exigem minha atenção, há outros planos para serem concretizados. Parece-me as vezes que o presente nada mais é do que o passado remodelado com os desejos de um futuro melhor (diferentemente igual?).

Enquanto isso a vida segue, a cada dia você muda, a cada dia você cresce, a cada dia você continua sendo, você. A diferença está na forma como você enxerga e reage a tudo.

Willian A. Provezi
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domingo, 23 de dezembro de 2012

Então, é Natal...


Então, passamos o ano inteiro repetindo “ah, chega Natal” e ele novamente chegou... O ano passou voando (me parece que cada vez mais ele passa rápido) e milhões de coisas aconteceram (tanto comigo, quanto com o mundo)... Natal é época de juntar a família, de rever pessoas e de comer muito. Hoje não tenho mais o mesmo sentimento pelo Natal como era na infância, onde ficava contando os dias para a data. Na real, hoje me parece um tanto “deslocado” o sentido da data, não acredito no “nascimento do menino Jesus” e muito menos no Papai Noel. Claro que é uma data onde todos ficam mais “receptivos”, mais “emotivos” e etc, porém a vejo como qualquer outra...
Aliás, aí vai um pouco de história:

Dia 25 de dezembro, data onde se comemora o Natal Cristão, é historicamente uma data tida como “pagã”, ou seja, não cristã... Principalmente nos países da Europa, a partir do dia 21 de dezembro, comemorava-se o solstício de inverno, ou o “(re)nascimento do Sol”, ou seja, quando a “Deusa” dá a luz ao seu filho, cuja vinda iria afastar as terras das “trevas do inverno”. Durante o festival eram feitas oferendas e celebrações em todas as aldeias/cidades do mundo conhecido, e rituais que simbolizavam a fecundidade e o nascimento daquele que traria luz ao mundo. Todo o evento é cercado por simbolismos, havia o hábito de enfeitar as casas com pinheiros e outras árvores, que tem a característica de se manterem verdes, simbolizando a continuidade da vida. Os “sinos” eram também colocados, pois simbolizavam a fertilidade feminina. O hábito da troca de presentes vem do Festival Saturnália, dedicado ao deus romano Saturno, onde todos podiam ser “generosamente iguais”. Somente no século 3 d.C., é que a igreja Católica, cansada de ver seus fiéis escapando  e aprontando todas nessa época, resolveu ligar a festa pagã ao nascimento de Jesus que, diga-se de passagem, ninguém sabe quando (e se) nasceu. A coisa é muito complexa e a história se mistura muito, para se ter uma ideia, os cristãos Ortodoxos adotam o calendário Juliano (que é a base do nosso Calendário Gregoriano) e comemoram o Natal (nascimento de Jesus) no dia 07 de janeiro.
Ok, gosto de história mas reconheço que não sou tão bom em contar ela, só quis mostrar um pouco do que é realmente essa data, vejo pessoas comemorando algo sem sequer saberem motivo/significado para tal....

But anyway, dia 24 de dezembro é também a comemoração do #Gessingerday, que nesse ano vai ter algo especial, 1berto Gessinger fazendo o que deve ser a última twitcam do ano. Começa as 24h do dia 23 ou 0h do dia 24, #tantofaz ... Vai ser ótimo!

Finalizando, gosto desse período de Natal/Fim de Ano justamente para fazer um balanço do que se passou (ok, vivo fazendo isso  ¬¬  ...).

O ano se encerra de uma forma muito diferente daquela que imaginei quando começou, algumas mudanças ocorreram ao longo do trajeto. Mudanças que me mostraram inúmeras coisas e trouxeram muitas experiências e lições.  Claro que não consegui agradar em todos os momentos, claro que frustrei em várias situações, claro que decepcionei em muitos aspectos, isso é algo básico (afinal, sou humano e errar faz parte disso). Fiquei “matutando” sobre e me veio isso:

“Crescer implica em cometer erros;
Amadurecer implica em aprender com os erros;
Sabedoria implica em perceber que os erros são vitais...” 

Mas quero acreditar houve muitas coisas legais, houve momentos bons e, por mais inusitado que pareça, esse ano me trouxe algo ótimo! Ótimo por que não substitui, ótimo por que é único, ótimo por que é imperfeitamente belo. Como diria Gessinger “há um tempo certo para tudo, para tudo uma razão...”.

Gostaria de desejar aos ocasionais leitores um ótimo Natal/Fim de Ano! Sim, amanhã será só mais um dia como tantos, mas é isso que torna tudo tão interessante... ou não?

Willian A. Provezi
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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Tempo (2)


Ultimamente venho pensando em muitas coisas, vários assuntos e ideias me surgem para “por no papel” e criar uma postagem. Porém há um tema recorrente e é algo que me faz quase enlouquecer ao me aprofundar. É sobre o Espaço/Cosmos/Universo. Sou apaixonado pelo Céu desde pequeno, sempre fiquei extasiado com o que acontecia numa noite estrelada e bem escura, dava para se ver muitas estrelas. É um espetáculo gigantesco e te faz pensar na sua insignificância frente ao tudo. Já falei anteriormente aqui no Fanática, mas sempre tive uma vontade de dedicar mais do que uma referência a esse assunto que acho espetacular...
Imagem feita pelo Telescópio Hubble onde pode-se ver inúmeras Galáxias. Fonte: Wikipédia
Acho fantástica a imensidão de tudo e no quanto o tempo/espaço é relativo. Vivemos aqui em nosso mundinho (que é maravilhoso, diga-se de passagem), com todas as nossas aspirações, alegrias, tristezas, preocupações, criações, enfim, todo o drama diário, sem perceber que isso é NADA em relação ao tudo, em relação ao Universo nós sequer vivemos no presente. Para se ter uma ideia, a luz do Sol demora em torno de 8 (oito) minutos para chegar até a Terra, isso quer dizer que, se acontecer qualquer coisa com o Sol (explodir, implodir, apagar, evaporar, derreter, whatever) só iremos saber daqui a oito minutos. O que para nós é futuro (daqui a oito minutos) para o Universo é passado (há oito minutos). Tudo o que vislumbramos numa noite de Céu estrelado pode não existir mais da forma como vemos, tudo o que vemos no Céu é o passado (sim, olhar estrelas é contemplar a história!). 

A estrela mais próxima de nós depois do Sol, chama-se Proxima Centauri e está a meros 4,22 anos-luz de nós (lembrando que a luz viaja a uma velocidade de aproximadamente 300.000 Km/s, isso mesmo, trezentos mil Kilômetros por segundo! Absurdamente rápido). Agora, pensa na distância absurda que é 4,22 anos-luz, é o tempo que a luz dessa estrela leva para chegar até nós. Sabe o que é melhor? A Galáxia mais próxima da nossa Via Láctea é a Andrômeda, a meros 2.900.000 anos-luz de nós (sem comentários)...
Proxima Centauri (o pontinho vermelho ao centro). Fonte: Nasa Images
Estima-se que existam na Via Láctea aproximadamente 100 bilhões de estrelas, cada estrela possui algum tipo de sistema ao seu redor, isso nos faz pensar na quantidade de planetas existentes (somente na Via Láctea). E existem bilhões de Galáxias...
Imagem fantástica em Infravermelho de Andrômeda. Fonte: Wikipédia  
É de se pensar no quanto somos insignificantes em relação ao Universo, todo nosso conhecimento, tecnologia, todas as disputas, as intrigas, mesquinharias, todos os dramas diários, os “medos”, tudo isso é nada. 

"Do nada para o nada" 

"... prá entender basta 600 anos de estudo ou 6 segundos de atenção..." HGessinger parafraseando Osho.

Gosto da ideia de que não estamos sozinhos (sequer entrei nesse assunto), que existem formas de vidas mais avançadas/evoluídas do que a nossa... Gostaria de estar vivo para ver tudo o que ainda nos aguarda, mas o tempo urge e meu relógio biológico é terráqueo, não Universal... 

Willian A. Provezi
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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

30


Então, trinta. 

Um número estranho e ao mesmo interessante. Três décadas de uma só existência, 30 anos são aproximadamente 913 meses ou 10958 dias, como diria Gessinger “... e eu, o que faço com esses números?”. Aliás, enquanto escrevo essas linhas ouço Engenheiros do Hawaii, uma banda que me acompanhou durante grande parte desses trinta anos e foi trilha sonora em muitos momentos desses meus 10958 dias.
Trinta anos remete a reflexão, é onde “misticamente” está inserido o Retorno de Saturno, período no qual você “revê” sua vida e busca acertar os pontos, os poréns (whatever), é uma idade onde você se afirma (ou não) como indivíduo. Reflexão é o que não me falta. Já escrevi que sou nostálgico, vivo pensando no que passou e no que vivi. A cada ano que passa venho acumulando histórias, venho acumulando pessoas, venho acumulando coisas. É interessante notar o quanto as coisas mudam, como as pessoas passam, como o tempo vai. Então o acúmulo é na verdade de lembranças...

Ao longo desses trinta anos muitas coisas aconteceram ¬¬ (claro!). Quando pequeno, sonhava em praticar karatê (mesmo sem saber ao certo como seria) e descobri que isso faz parte de mim, me identifico demais com toda a filosofia por trás das técnicas. Cursei uma faculdade que nunca havia me imaginado cursando (e hoje me identifico demais com a área), não aprendi a nadar e continuo com medo de lugares com água acima da cintura (eu e meus medos). Lí inúmeros livros, por conta disso ganhei até o apelido de “o homem da praça”, pois era prá lá que ia ler. Aliás, a praça continua fantástica e ainda a considero meu quarto fora de casa... Gostaria poder descrever tudo o que já tive de marcante, mas minha memória já não me ajuda mais.

O estranho é que não me sinto com trinta, sempre me senti bem mais novo do que realmente sou. Vejo pessoas da minha idade com filhos, “estabilidade” amorosa/financeira/familiar e não me identifico com elas, me identifico mais com pessoas de 18 ou 20, com sua “irresponsável maturidade” e sua vontade de mudar o mundo enquanto explora todos os seus cantos...

Fiz algumas dessas reflexões em outros aniversários (27 e 28) e, mesmo estando no passado, essas reflexões ainda me são bem atuais. Mantendo a tradição, continuo acordado na virada para o “meu dia”, revendo tudo o que passou, pesando todos os erros, buscando explicações para coisas inexplicáveis e tentando fugir de coisas que estão em mim. Ao mesmo tempo me vem um sorriso no rosto ao lembrar dos muitos momentos ótimos que tive, das pessoas fantásticas que caminharam/caminham um tempo ao meu lado (como não lembrar de você?), das descobertas simples que me deixaram extasiado, das coisas boas que já me aconteceram. É um momento de balanço individual onde preciso deixar certas coisas no passado, consertar o que estraguei e seguir adiante.

“... eu me sinto um estrangeiro, passageiro de algum trem que não passa por aqui...” HGessinger como sempre, presente...

“Por isso tento não pensar no tempo, pois isso me tira o pouco tempo que tenho” (preciso praticar isso, urgente!)  Willian A. Provezi


Não me sinto velho, não me sinto jovem, me sinto como se não tivesse vivido ainda tudo o que é possível viver...  ;)


Ah, quase ia esquecendo, parabéns prá mim!  

Willian A. Provezi
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